Mostrando postagens com marcador Declarações de amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Declarações de amor. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de fevereiro de 2021

AS PESSOAS QUE AMAMOS NOS INSPIRAM

Eu gosto de escrever. E gosto muito, muito dela. Quando junto as duas coisas às razões que temos para comemorar, saltam umas coisas bacanas do coração para o papel. Estas declarações de amor foram feitas à minha filha Sofia em diversos meses juninos. Porque alguém como ela, só podia nascer em tempo de festa, quando os fogos de artifício enchem de luz o céu.
Montanha russa (15) Você já andou numa montanha russa gigante? Já sentiu aquele friozinho lá no topo, quando o carrinho tá quase parando, e depois despencou ladeira abaixo sentindo a alma quase sair do corpo, antes da adrenalina baixar, pra logo depois começar tudo de novo, e mais uma vez, e outra e outra, como se aquilo não fosse terminar nunca? Conviver com a Sofia Costa, essa coisa linda chamada “minha filha”, é mais ou menos isso. Cada lua, uma Sofia diferente. E dentro de uma mesma fase, todas as variantes. Sempre linda, sempre expressiva, mas sempre cambiante. Quando ela nasceu, um ano e meio depois da primeira gravidez da Rose, a gente ainda nem tinha terminado de curtir a Olívia. Ou seja, já chegou atropelando “ô produção, cadê as luzes?”. Nasceu entre meia noite e uma da manhã, pronta pra balada. E outro dia me saiu com esta: “pai, quando eu nasci o médico em vez de dar umas palmadinhas, sentou e aplaudiu”. Sim, autoestima definitivamente, é o que não lhe falta. Falta cimancol (ainda se usa essa palavra?), falta saber a hora de ficar calada, falta um pouco de paciência de vez em quando. Mas em compensação sobra bom humor, sobra carinho (quando a lua ajuda), sobra talento, bom gosto e criatividade. Você consegue imaginar alguém que consiga fazer dois ou três modelitos lindos só com o papel e a fita que embrulham um ovo de páscoa gigante? Ela fez quando tinha uns dez anos, desfilou pela sala como se fosse uma passarela, e meu queixo demorou pra voltar pro lugar. Supresas, surpresas, surpresas. Como toda menina nessa idade, tem seus sonhos de consumo. Um deles tá realizado (brigado vó!): um iPhone dourado. O outro é um Louboutin básico (não se sinta ignorante, eu também nunca tinha ouvido falar esse nome antes dela me mostrar, e olha que eu tenho um cliente que vende sapatos). Preço: uns mil e quinhentos dólares o basiquinho. Esse eu mesmo vou realizar, prometo. Mas antes tenho que perder alguns pudores e princípios. Aí você vai falar…ah! mas essa minina é muito fresca e metida. E eu digo: siiiim, mas ela é tão versátil também, que consegue fazer uma festa com 100 reais na 25 de março – devidamente ciceroneada pela mãe, claro – e chegar em casa com meia dúzia de sacolas como quem acabou de vir da disney. A diferença é que ela sabe o que comprar com cem reais na vinte e cinco. Bem, eu ficaria aqui a noite toda falando de quanto me sinto privilegiado por ser pai de uma garota como essa, que huhúúúú tá sempre a mil, é da noite e da madrugada, mas, por outro lado, namora há dois anos com o mesmo garoto e faz questão de deixar claro pra todo mundo que é fiel e seu coração tem dono. Mas vou parar por aqui, porque o teclado do meu mac já tá todo babado e a gente precisa estourar uma Ricadonna (afe! agora que eu percebi o quanto a marca de champanhe que escolhi pra comemorar é adequada à pessoa). Te amo Soft! E pode ter certeza: vou estar sempre te aplaudindo de pé, na primeira fila.
Alvoroço no bercário (16) 30 de junho, 1 hora da manhã. A gente nem tinha terminado de lamber a Olivia direito e ela já estava fazendo a curva e avisando: sai da frente que eu tou chegando! Alvoroço no bercário: êêêba...esta noite tem baladinha na matê Santa Joana. Sim, a Sofia Costa, como ela mesma costuma dizer (porque modéstia não é um defeito que ela tenha) não nasceu, estreou! Em vez de chorar, foi logo fazendo um stand-up. E ao vê-la em ação, em vez de dar uma palmadinha no bumbum, o médico bateu palmas. Vamos combinar que ser a segunda, numa fila que tem a Olívia na sua frente, e mesmo assim brilhar até ofuscar as vistas, não é pra qualquer uma. Mas quem disse que ela é qualquer uma? Ela é a mais doce, a mais azeda (ah...a lua...), a mais gata, a mais encantadora, a mais manhosa, a mais engraçada e a mais cativante criatura que nós, do seu fã clube, jamais conhecemos. E para provar que eu, como presidente do clube, não estou mentindo e muito menos exagerando, vejam esses dois momentos, com 16 anos entre um e outro. O mesmo charme, o mesmo encanto, o mesmo estilo e até o mesmo... bico. Num caibo em mim de orgulho./>
Sem palavras (17) Eu já fiquei sem palavras faz tempo para definir essa menina. Sofia Costa é uma filha tipo... montanha russa. Às vezes te leva lá para cima, às vezes te joga lá em baixo. Às vezes provoca um frio na barriga, às vezes um nó na garganta. Às vezes o olho arregala, às vezes os cabelos ficam em pé. Uma hora o coração palpita, outras ele dispara. Mas quando os altos e baixos e a velocidade das surpresas diminuem, fica sempre aquela sensação gostosa de "huhúúúúú-que-legal-quero-ir-de-novoooo!" E agora sem esse aparelho então, afe! ficou lindamente insuportável. Feliz 17tão, minha filhota linda!
Quis o destino... que ela fosse de junho, que nascesse de noite, como as estrelas, que fosse linda e inteligente, que fosse a segunda, e a terceira, que eu fosse o seu pai, que a gente se amasse, dos verbos amar e amassar, que gostássemos muito um do outro, e de sushi, que estejamos sempre juntos, que estivéssemos longe justamente hoje...te amo Sofia Costa. Comparado com o que sinto por você, o universo é nada. E com o que te desejo, o infinito é pouco. Feliz niver filha!
Uma filha única (18) Quando ela nasceu, a irmã já tinha quase um ano e meio. Ela, com a sua carinha enrugada – aquela cara linda de joelho que todos nós temos quando nascemos – logo percebeu que chamar a atenção para si não ia ser fácil. Afinal, enquanto ela estava ali enroladinha nos paninhos, só com a carinha de fora como aquelas bonecas japonesas, a irmã já era rechonchuda, com dobrinhas nas pernas, já sorria encantadora, tipo bebê Johnson, pra quem sabe o que é isso. Ah é? – deve ter pensado – Me aguardem! Não demorou muito até ela começar a brilhar e a fazer sombra. Não demorou até as luzes dos holofotes se virarem para ela e toda a plateia sucumbir ao seu carisma. Porque, sim, a Sofia Costa é uma filha única, a mais nova de três. Única no seu humor, que como a lua em suas quatro fases, muda bastante. A diferença é que as fases dela às vezes acontecem todas no mesmo dia. Única na sua maneira de viver e levar a vida. Única na maneira como ama sua família e seus amigos. Única quando resolve fazer um cupcake ou bater um abacate com sorvete à meia noite. Única e diferente, nas milhares de selfies que guarda no celular. Única nos gostos, nos desejos, nas manias. Única nos seus propósitos e na maneira de cumpri-los. Única em suas indecisões e em suas certezas. Única quando joga na lotofácil e se emociona com um prêmio de 8 reais e joga o prêmio todo na semana seguinte. Porque embora ainda não saiba muito bem o que vai ser na vida, uma coisa ela não tem dúvida: vai ser rica! Como se ainda não fosse. Uma filha como nenhuma outra. Estes últimos dias têm sido especiais, só eu e ela. Fazendo comida, dividindo a louça – eu lavo tudo menos as panelas!!!, limpando a casa, lavando a roupa e botando ela pra secar, sob a orientação didática e segura da vóvis. Com a mamãe fora, o medo dela é que a gente não conseguisse sobreviver uma semana, quanto mais nos próximos dois meses. Mas até que estamos nos saindo bem.
Hoje ela faz 18tão! Ontem, quando virou o relógio, a gente fez uma baguncinha em casa com direito a latidos do Tonico que não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que ela estava feliz com sua nova idade. Tão feliz que ela pensou largar o pijama e ir correndo pra casa de uns amigos. Depois pensou melhor e sugeriu que fôssemos comer um doce na Ofner pra comemorar. Depois desistiu de tudo e sugeriu que fôssemos dormir. Felizes. Não sem antes preparar uns morangos com leite condensado para fechar – ou abrir – as comemorações. Tudo isso em menos de 5 minutos. Sim, a Sofia é uma filha realmente única, daquelas que quando tira 7 na prova não se conforma: “sete pai! sete! uma nota média, vc sabe o que é isso?” Sim, eu sei, a média definitivamente não é para ela. Hoje, ainda não sei como vai terminar. Vou pegá-la daqui a pouco e cair na noite. As surpresas que ela nos reserva quem o pode saber? A noite que a recebeu naquele 30 de junho e embala seus sonhos, também é única. Bora comemorar!
Meu coração bate feliz! (21) - Oieeee! Eu sou o coração dos seus pais. Desculpa eu estar assim, meio ofegante...mas é que...é que hoje eles estavam tão felizes e emocionados com o seu aniversário, e eu comecei a bater e pular com tanta força que...vupt! Pulei pra fora do peito deles! E já que eu tava ali fora, pertinho do Tejo, eu rolei pelas ruas de Lisboa - lá onde eles moram agora, você sabe...e num instantinho eu estava no mar... Ahhhh, que delícia - pensei - é só atravessar o atlântico e num instantinho vou até o Brasil pra dar um beijo na Sofia - um não, dois, um do papai e outro da mamãe - e volto! Mas, minina, num pensei que fosse tão longe, viu?! Ainda bem que eu encontrei a Dori, sabe a Dori, aquela, amiga do Nemo? então, ela me deu uma mãozinha pra eu não me perder, ensinou uns atalhos e... aqui estou. Ufa! Coração cansado, mas feliz! Pra te dar o beijo e o abraço deles. Bem, agora deixa eu correr lá de volta porque seus pais estão com o coração na mão por minha causa - quer dizer, sem o coração, e eu preciso voltar a bater no peito deles, tá bom. Mas, olha, antes de eu ir embora, eles pediram pra dizer que você mora aqui dentro, ok? Não se esqueça nunquinha, tá ?! Tchauzinhoooo... Feliz aniversário!

Ela não é linda?

"Ela é tão graciosa e delicada quanto um coelhinho branco. Pode vestir-se de sedas e rendas e seu cabelo recender a água de colônia. Pode mesmo parecer uma bonequinha. Mas com toda a sua feminilidade, suaves maneirismos e graça encantadora, essa moça fica muito à vontade de calças compridas, que por sinal lhe vão muito bem. Seus processos mentais se desenvolvem com uma lógica masculina e podem equiparar-se aos de um homem em qualquer discussão. Podem mesmo, em certas ocasiões, ultrapassá-los, embora o lado feminino dela tenha sido bastante esperto para permitir que eu o percebesse até que a lua-de-mel tivesse passado. Ela mostra aquele sorriso insuportavelmente delicioso a cada três frases que diz, e sempre me convence com uma lógica pura e clara. Não perco muito – exceto meu orgulho, mas mal percebo isso diante do feitiço do seu gentil sorriso. A maioria de suas opiniões é apresentada com tato diplomático, o que de certo modo atenua o golpe. Ela nada mais é do que justa e empenhada em julgar tudo equilibradamente. Tudo para ela acaba em seis de um lado e meia dúzia do outro. Já trabalhava antes do casamento, e trabalha muito mais depois. Ela busca o dinheiro pelas coisas encantadoras que ele pode comprar. Mas se há alguma coisa que ela guarda com mais cuidado do que tudo neste mundo temporal, é o homem que ela escolheu para amar, honrar e administrar. Quer participar do maior número possível de seus interesses e atividades. É altamente intelectual e possui um espantoso poder de análise, muito útil para resolver problemas de negócios. Raramente permite que as emoções a impeçam de tomar uma decisão imparcial ou de fazer um julgamento equilibrado, e em geral pode dar consehos melhores do que o gerente do banco. Sua mão de ferro calça uma luva de veludo macia, e é capaz de me tirar do caminho errado e me colocar no certo com tanta delicadeza que eu juro que a ideia de me desviar foi inteiramente minha. Ela jamais abre minhas correspondências, simplesmente não lhe ocorre proceder tão indignamente. É tão sentimental e romântica como uma renda antiga, e num jantar eu sempre posso contar com guardanapos de pano, flores na mesa, castiçais com velas, vinho, música suave e um cardápio equilibrado. Ser mulher, para ela, é uma ocupação vital e está determinada a chegar à perfeição. Ela gosta de falar, mas sabe ser uma ouvinte lisongeira quando alguém precisa de audiência. Essa criaturinha feminil é feita de nove partes de aço. Quando há uma emergência na família é ela que impede o barco de adernar. Ninguém como eu sabe o quanto preciso da mão dela firma no leme quando o mar fica picado. E ela não se gaba disso, nem tira nada de mim – exceto uma grande parte da responsabilidade. Além disso fica muito bonitinha mesmo quando usa calças compridas para cuidar das suas plantas ou ir ao supermercado. Ama nossas filhas e cuida delas ternamente, mas, com toda a sinceridade, eu venho na frente, em primeiro lugar. Elas são as sócias mais jovens do empreendimento, mas eu sou o presidente e ela jamais esquece esse fato fundamental. Elas têm um grande pedaço do seu coração, mas ela nunca permitirá que roubem o canto que me deu antes delas chegarem. Como mãe é meiga, embora bastante firme quando preciso. Em certos momentos é um pouco mandona, e em outros fala demais. Mas isso só ocorre quando os pratos da balança emocional estão temporariamente desequilibrados. Se um deles está um pouco abaixo, acrescento um pouco de afeto e ele volta a subir. Se o outro desce sob o peso de uma tristeza, é só aliviá-lo com um pouco de compreensão e a harmonia volta a se restaurar…“ Esta é a melhor descrição que já vi sobre a minha querida Rose de Almeida. E não fui eu que escrevi tudo isso sobre ela. Foi a Linda Goodman, astróloga e poetisa americana, em seu best seller "Seu Futuro Astrológico", no capítulo sobre a "mulher de Libra". A única coisa que eu fiz foi transcrever "ipsis literis" o texto dela. Às vezes acho que a Linda a conheceu antes de escrever esse livro.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Olívia, 18tão!

UMA LINDA DELCARAÇÃO DE AMOR DA ROSE À NOSSA FILHA OLIVIA, QUANDO FEZ 18. By Mamãe!
"Quando eu era adolescente queria conhecer o mundo e não pensava em casar. Tempos depois eu casei mas não queria filhos. Daí veio a Marina, a Olivia, a Sofia e eu ainda teria outros mas isso já daria uma outra história... Resumindo, quando comecei não achei que chegaria até aqui mas parece que nasci pra este negócio de um casamento duradouro e pra maternidade de meninas. Embora o médico tenha dito que cortou o cordão umbilical, eu duvido! Como pode a gente se separar de algo que cultivamos a pão-de-ló durante nove meses? Como se desligar de alguém que para sempre ocupará um lugar especial em seus pensamentos, projetos, orações e em seu coração? No domingo, a Olívia Costa fez 18 anos e diante de mensagens tão lindas, amorosas e divertidas de seu pai José Cascão, das suas irmãs Sofia Costa e Marina Costa, além das várias de seus amigos, achei que deveria deixar meus parabéns para um outro dia como se eu pudesse prolongar essa energia tão potente que emana das pessoas que amamos e transformá-la em combustível para conduzí-la até o próximo aniversário, quando talvez ela já esteja em outro país como é de seu destino. Confesso que queria lhe dizer tantas coisas que eu nunca disse. E umas outras tantas que ela já deve saber... Queria contar segredos que ela ainda vai descobrir e lhe fazer confidências que só mãe e filhas compartilham. Queria lhe falar do meu amor, da minha admiração, do meu orgulho, da minha satisfação e reverência à sua alma tão especial, mas todas as palavras ficam tão insignificantes quando o que queremos dizer é tão imenso como o mar e o infinito, juntos. Gostaria de dizer que escolher uma profissão atualmente é uma das tarefas mais difíceis para os jovens. Que ter um diploma ainda é importante para o mercado de trabalho mas é menos importante do que saber o que realmente te faz feliz, te move, te inspira. Eu gostaria de fazer um decreto em sua homenagem dizendo que o mundo todo deveria ter tempo para sentar no sofá e perder-se em romance com Neal Caffrey ou Peter Burke e aprender tudo sobre mentiras e micro-expressões com Cal Lightman e Gillian Foster. Diria que aparecer em um Snapchat a meia noite, no primeiro minuto do seu aniversário, descabelada, sonada e de pijamas é mais sublime do que qualquer post de qualquer pessoa porque quem nos ama de cara lavada nos ama como somos. Meu decreto também incluiria um capítulo sobre as expectativas, esse sentimento irresponsável que nos coloca sempre na espera de algo incerto, nos roubando a presença do momento presente, do agora, do único e real lugar aonde estamos e sobre o qual temos domínio. A expectativa não permite que desfrutemos com a intensidade devida daquilo que é quente, que nos envolve, que acontece ao vivo enquanto estamos ocupados com as incertezas do futuro. Eu diria também que as meninas possuem um desejo natural de colher flores e estrelas. Mas as estrelas não se deixam colher e mostram às meninas que existem desejos que não são jamais satisfeitos. Contudo, nada deve nos tirar a capacidade de sonhar! Ah, eu queria dizer também, no pé do ouvido da minha princesa Olivia, que no fundo, todo mundo tem um pouco de medo de avião, que nem sempre nosso cabelo aparece bem na foto mas que nosso olhar sorrindo é sempre o que se destaca. Diria, para sua decepção de adolescente, que sempre nasce uma espinha na testa ou no nariz antes de uma festa importante ou um encontro especial. Que a gente fica menstruada muitas vezes quando tem um convite para passar o final de semana na praia. Que estaremos sempre mal vestidas quando encontrarmos inesperadamente uma pessoa especial na rua. Que em algum momento da vida todo mundo roeu as unhas. Que a gente sempre pode e deve mudar de opinião pois tudo na vida muda e isso sim é sabedoria. Diria ainda que lembranças são sempre doces e emocionantes; que uma foto eterniza um momento e que toda vez que a virmos voltaremos ao mesmo instante em que foi tirada. Diria que família é tudo de bom, que abraço de irmão não tem preço, que presença de avó deve ser aproveitada, que primos são como melhores amigos, que carinho de pai é inesquecível, que bronca de mãe é passageira, que amor de mãe é infinito. Gritaria que não vale a pena desistir fácil assim como não vale a pena insistir para sempre, que o filme nem sempre tem final feliz, que um bom livro é sempre uma ótima companhia, que música alimenta a alma, que acordar e não ter nada pra fazer dá uma paz infinita na gente. Eu queria dizer, nesta data querida, que arrumar o quarto pode significar organizar nossos pensamentos e também os sentimentos. Que andar sem sutiã é uma delícia, que passar vergonha e rir da nossa própria cara de boba faz cócegas nas nossas convicções. Que nossas incertezas são iguais as dúvidas de toda a humanidade, que nossas angústias aliviam com água com açúcar, que tudo na vida passa mas só Deus permanece. Diria também que pra tudo tem um jeito, que sempre podemos consertar e resolver qualquer problema, que nada dura pra sempre e que o infinito é logo ali. Puxa, eu diria ainda tanta coisa, mas o que o meu coração fica gritando o tempo todo é que eu desejo muito filha que você seja feliz sendo exatamente quem você já é. Feliz 18tão!"

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Quando eu crescer, quero escrever assim!

"O médico disse que cortou o cordão umbilical. Mas eu duvido! Como pode a gente se separar de algo que cultivamos a pão-de-ló durante nove meses? Como se desligar de alguém que para sempre ocupará um lugar especial em seus pensamentos, projetos, orações e em seu coração? Na sexta ela fez 16 e diante de mensagens tão lindas e amorosas de seu pai @José Cascão, das suas irmãs @Sofia Costa e @Marina Costa, além das várias de seus amigos, eu achei que deveria deixar meus parabéns para um outro dia como se eu pudesse prolongar essa energia tão potente que emana das pessoas que amamos e transformá-la em combustível para conduzí-la até o próximo aniversário, quando ela já estiver na Austrália. Confesso que queria lhe dizer tantas coisas que eu nunca disse. E umas outras tantas que ela já deve saber. Queria contar segredos que ela ainda vai descobrir e lhe fazer confidências que só mãe e filhas compartilham. Queria lhe falar do meu amor, da minha admiração, do meu orgulho, da minha satisfação e reverência à sua alma tão especial, mas todas as palavras ficam tão insignificantes quando o que queremos dizer é tão imenso como o mar e o infinito, juntos. Eu gostaria de fazer um decreto em sua homenagem dizendo que é proibido chorar no dia do nosso aniversário, que quebrar o telefone neste dia não significa que nossos amigos não encontrarão um meio de nos desejar felicidades, de escrever um texto de parabéns, de enviar um sinal de fumaça ou até mesmo de ouvir lá no fundo do coração a voz doce de alguém nos desejando alegrias, dinheiro, sorte, saúde, garotos e muitas baladas. Eu diria também que uma vela em cima de um bolo de laranja improvisado vale mais do que bolo de aniversário confeitado e cheio de glacê. Diria que receber pessoalmente os cumprimentos à meia-noite, de uma meia dúzia de amigos é mais significativo do que os parabéns de uma torcida inteira. Diria também que bugigangas tecnológicas como iphone, ipad, computador, tablets e máquinas fotográficas são ótimos presentes para se ganhar. Mas possuí-los não nos traz nenhuma grande felicidade que substitua abraços, beijos, sorrisos e olhares sinceros e apaixonados de quem realmente nos ama e daria até um braço direito para tirar a tristeza dos seus olhos. Meu decreto também incluiria um capítulo sobre as expectativas, esse sentimento irresponsável que nos coloca sempre na espera de algo incerto, nos roubando a presença do momento presente, do agora, do único e real lugar aonde estamos e sobre o qual temos domínio. A expectativa não permite que desfrutemos com intensidade devida daquilo que é quente, que nos envolve, que acontece ao vivo enquanto estamos ocupados com as incertezas do futuro. Eu diria também que as meninas possuem um desejo natural de colher flores e estrelas. Mas as estrelas não se deixam colher e mostram às meninas que existem desejos que não são jamais satisfeitos. Contudo, nada deve nos tirar a capacidade de sonhar! Ah, eu queria dizer também, no pé do ouvido da minha princesa Olivia, que no fundo, todo mundo tem um pouco de medo de avião, que nem sempre nosso cabelo aparece bem na foto mas que nosso olhar sorrindo é sempre o que se destaca. Diria, para sua decepção de adolescente, que sempre nasce uma espinha na testa ou no nariz antes de uma festa importante ou um encontro especial. Que a gente fica menstruada muitas vezes quando tem um convite para passar o final de semana na praia. Que estaremos sempre mal vestidas quando encontrarmos inesperadamente uma pessoa especial. Que em algum momento da vida todo mundo roeu as unhas. Que a gente sempre pode e deve mudar de opinião pois tudo na vida muda e isso sim é sabedoria. Diria ainda que lembranças são sempre doces e emocionantes; que uma foto eterniza um momento e que toda vez que a vimos voltamos ao mesmo instante em que foi tirada. Diria que família é tudo de bom, que abraço de irmão não tem preço, que presença de vó deve ser aproveitada, que primos são como melhores amigos, que carinho de pai é inesquecível, que bronca de mãe é passageira, que amor de mãe é infinito. Gritaria que não vale a pena desistir fácil assim como não vale a pena insistir para sempre, que o filme nem sempre tem final feliz, que um bom livro é sempre uma ótima companhia, que música alimenta a alma, que acordar e não ter nada pra fazer dá uma paz infinita na gente. Eu queria dizer, nesta data querida, que arrumar o quarto pode significar organizar nossos pensamentos e também os sentimentos. Que andar sem sutiã é uma delícia, que passar vergonha e rir da nossa própria cara de boba faz cócegas nas nossas convicções. Que nossas incertezas são iguais as dúvidas de toda a humanidade, que nossas angústias aliviam com água com açúcar, que tudo na vida passa mas só Deus permanece. Diria também que pra tudo tem um jeito, que sempre podemos consertar e resolver qualquer problema, que nada dura pra sempre e que o infinito é logo ali. Puxa, eu diria ainda tanta coisa, mas o que o meu coração fica gritando o tempo todo é que eu desejo muito filha que você seja feliz sendo exatamente quem você já é. Te amo!"

By Rose de Almeida, a mãe das minhas filhas.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Eu adoro essa garota!

Em 2017 por esta época, minha mulher achou que ainda era uma menina (e eu acho que sempre vai ser mesmo, é uma de suas virtudes) e resolveu fazer um intercâmbio na Inglaterra, mais exatamente em Oxford, durante uma temporada em que aproveitaria para dar uma garibada no inglês. Bem...sempre nos apoiamos mutuamente, por mais louca que seja a vibe. E desta vez não foi diferente, quem era eu para segurar um dos seus sonhos acalentado durante décadas. Foi enriquecedor pra pra ela e pra nós que ficamos, eu e minha filha caçula. Um dos seus relatos enquanto estava lá, segue abaixo. Emocionei quando li na época, e me emociono sempre que releio. É por essas e outras que eu amo essa garota!



30 dias. Estou com saudades de casa.
A vida em outro país nao é nada fácil. Nao só pelo idioma mas porque o silencio faz eco na gente. Por mais desejada que tenha sido esta viagem, ela estava congelada na minha memoria desde quando eu tinha 15 anos. Agora, aos 49, tudo é diferente.
Tem sido um aprendizado, tem sido um desafio, tem sido apavorante, tem sido enriquecedor e surpreendente. 'E duro contar o dinheiro todos os dias e nao poder fazer as coisas com mais tranquilidade. E duro saber-se a mais velha de todas as classes aonde se entra. Tem sido duro ter poucas palavras para expressar tudo o que eu realmente quero dizer numa conversa.
Tem sido dificil esquecer o que eu acumulei de conhecimento pra me descobrir vazia e abrir espaço pra aprender tudo de novo.
Eu estou adorando a experiencia, mas tem horas que dá um desanimo, parece que nao há progresso nas aulas, parece que nao estou me dedicando, parece que a estrada é mais longa do que imaginava, parece que nao ha acostamento pro descanso, mas acho que isso também faz parte do processo de aprendizado.
Já chorei, já segurei o choro, já quis voltar e desistir, ja quis estender a estadia e mudar de pais, ja quis e nao quis muitas coisas ao mesmo tempo. Daí durmo, acordo, medito, faço minhas oraçoes e saio pra enfrentar a vida, o dia, a aula e a mim mesma novamente.
Acho que estou feliz, mas de um jeito meio nostálgico. Como se estivesse resgatando aos poucos aquela moça que eu fui e que achava que conquistaria o mundo. As circunstancias nao me deixam esquecer dos meus sonhos de menina, me levando sempre ao passado quando ligo a TV, por exemplo, e está passando Terra de Gigantes, os Waltons e hoje, Cimarron!!!
Bem, estou aqui num país de reis e rainhas, seguindo a cada dia como um Arthur, tentando liberar minha espada da pedra e contando que meus Cavaleiros da Távola Redonda no Brasil estejam me esperando com o mesmo amor de sempre. Porque o amor é o principio e o fim de todo caminho.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

A fruta não cai longe do pé.

Agora é a vez dela...Depois de embarcar 3 filhas para o mundo, chegou a hora dela ir atrás de um sonho antigo e necessário. Depois de metade da vida e de uma carreira consolidada, diversos prêmios e conquistas profissionais e uma vida pessoal igualmente exemplar, ela escolheu fazer intercâmbio. Escolheu para aprimorar o inglês. Não que este fosse ruim, mas ela sabe que estava longe do limite e que hoje em dia qualquer situação exige. Escolheu porque tem vontade de aprender e porque sabe que pode crescer ainda mais. E sua escolha se consolidou porque ela tem na família pessoas que a amam e que a apoiaram em todas as etapas desse processo. Por um marido fiel e compreensivo e por filhas que, justamente por já terem vivido esse momento, sabem o quão importante ele é.
Ela, que começou a trabalhar aos 15 anos, que vem consolidando sua carreira desde cedo e de um jeito extremamente eficaz. Ela, que dorme 4 horas por dia, às vezes não come direito, que passa alguns perrengues mas sempre entrega resultado. 
Ela, que já viajou o mundo, não importa se por lazer ou para trabalhar. Ela, que mistura espanhol, inglês, português, alemão, francês e italiano, criando uma língua nova que só ela e os companheiros de viagem entendem, mas que tem um sotaque incrivelmente gostoso.

Ela, que tem o melhor carinho, as melhores mãos, que escreve maravilhosamente bem e que nunca deixou faltar nada pra ninguém.

Ela, que faz combinações peculiares, que gosta de salto grosso e adora animações infantis. Ela que gosta de assistir futebol no bar às quartas-feiras, mas não dispensa um bom vinho num bistrô.

Ela, que organiza eventos, ama festas e multidões, mas sente um prazer enorme em estar consigo mesmo, lendo seu livro na beira da piscina.

Ela, que já foi filha e é dona de casa, esposa, mãe, jornalista, escritora, viajante e mais tantas outras coisas, hoje é intercambista. E das boas. Daquela que estuda, se dedica, vai até onde achamos que não dá. Daquelas que escolheu família com crianças para treinar ainda mais a conversação e que sabe que alguns meses serão pouca coisa perto do objetivo maior dessa aventura.

Pra ela, eu digo hoje tudo o que ouvimos quando foi a nossa vez: Nem sempre as coisas são como queremos. Às vezes o chuveiro não esquenta, a comida não é a nossa preferida e as pessoas não são tão calorosas como estamos acostumados. Às vezes o salto quebra a caminho de uma reunião importante e o cachorro rasga nossa meia calça minutos antes de sairmos de casa. Às vezes chove e estamos sem guarda chuva, o trânsito nos faz cancelar compromissos e nós não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo.

Por isso, viva o hoje. Viva em inglês, viva nas aulas, em casa, viva em cada monumento que passar, cada paisagem famosa ou viva dentro de um simples e encantador ônibusinho vermelho. Viva suas conquistas, por menores que elas sejam. Viva!

Ela, que sempre fez de tudo por nós, hoje faz por ela.
E que esse seja só o primeiro passo.
EU TE AMO!


(Texto escrito por minha filha Sofia Almeida Cascão Costa, em junho de 2017, quando a mãe embarcou para mais uma de suas sadias loucuras. Porque aqui em casa todo mundo gosta de dizer o que sente, escrevendo!) 
Comentários

terça-feira, 3 de maio de 2016

Porquê a água do mar é salgada?

Hoje, 3 de maio, o Facebook me lembrou de algo que escrevi há dois anos atrás sobre a morte do meu pai. Achei melhor transcrever aqui no blog, pra eternizar essa lembrança em algum lugar além do meu cérebro.
Ontem à noite recostado na cama, depois de alguns exercícios e orações, coloquei meu fone de ouvido e adormeci ouvindo minha play list "keep calm". Devo ter ido tão longe e tão fundo que acordei às 4h30 como se tivesse dormido 12 horas. Sem sono, fiquei um pouco acordado e, não sei porquê, lembrei do meu pai. Se estivesse vivo, estaria com 106 anos (nasci temporão, ele já tinha 50). Sr. Adérito, a calma em pessoa. Só o conheci vivo. Recebi a notícia de sua morte pela voz de uma secretária, na cabine de comando de um navio, à 1h da manhã do dia 18 de junho de 1997, em algum lugar do mediterrâneo entre o norte da África e o sul da Itália. A notícia interrompeu uma noite de festa estilo anos 60 onde eu e a Rose, grávida da Olívia Costa, nossa primeira filha, fazíamos uma das coisas que nos dá um grande prazer: dançar. Não é preciso dizer que no dia seguinte, quando o navio atracou em Napoles, vaguei desesperadamente pela cidade, pendurado num fio de esperança de descobrir uma forma de voltar ao Brasil a tempo de me despedir dele. Em vão. O falecimento havia sido no dia anterior e o sepultamento marcado para o meio dia seguinte. Fiquei assim na cama por alguns momentos, depois levantei, continuei ouvindo minha música, fui até à cozinha, fiz um chocolate quentinho e me deu vontade de compartilhar com vocês, meus amigos que a esta hora dormem, a mensagem que enviei pelo fax do navio para que fosse lida pela Marina Costa no velório do avô:
"Meu pai, minha mãe, meus irmãos, Marina querida: Acho que a água do mar é salgada por causa das lágrimas derramadas por tantos portugueses afogados em saudades dos seus, e pela impotência contra a fatalidade, o inevitável. Estou aqui no meio da imensidão azul, chorando por ter perdido o convívio de um pai a quem amava e admirava em seu silêncio e aceitação serena da vida. E choro também por não poder estar aí com vocês. Ontem à uma da manhã, depois de receber a notícia, subi ao convés, o mais próximo do céu que pude, e perguntei a Deus, à lua, às estrelas, porquê me afastaram dele neste momento? E pareceu-me ouvir a voz do pai dizendo: "vai, vai-te embora, não te preocupes..." Depois uma grande ventania começou, arrastando para um lado e para o outro as cadeiras do convés, num balé ao mesmo tempo lindo e assustador. Mas a natureza é assim, linda e assustadora, como a vida e a morte. Quando voltei para o quarto, cansado, depois de chorar e orar...adormeci. E sonhei. Sonhei que estávamos sentados ao lado de vocês, ele com um sorriso lindo e um brilho especial no rosto. Perguntei-lhe mais uma vez porquê fez isso, por quê numa hora em que eu estava tão longe. E ele apenas sorria, sorria como se tivesse acabado de me pregar uma peça. Mas o seu sorriso era de amor. A seguir levantou-se, com uma vitalidade e uma rapidez que eu aprendi a conhecer tão bem em outros tempos, e desapareceu entre as pessoas presentes ao seu próprio velório, enquanto eu corria atrás dele gritando "pai! pai! pai!". Foi-se, como que levitando, enquanto olhava para trás e sorria para mim... Está amanhecendo e eu ainda não sei o que vou fazer. Não quero que prolonguem o sofrimento e a dor esperando por mim. Porque não tenho certeza se conseguirei chegar pra lhe dar um último beijo. Por isso, quero abraçar minha mãe, dizer-lhe que onde meu pai estiver, estará agradecendo sua dedicação e sua paciência. E, certamente, protegendo-a com o manto de seu espírito. Eu, a Rose e a neta que ele não esperou nascer, mas que já a está protegendo também desde agora, estamos tristes. Mas em paz. E juntamos nossos corações aos de vocês para que a Mãe Divina o receba em seus braços e o Pai Celeste guie sua alma para a eternidade. Amamos vocês. Cascão e Rose, 18 de junho de 1997."